segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Primeiro

Atchiiiiiiiiiiiiim! Nossa, quanta poeira por aqui. Tentarei ser mais atenciosa com esse espaço.
Bom, pretendo compensar o tempo em que fiquei calada por aqui: a ideia é escrever sobre cinco livros e dois filmes. Veremos se conseguirei. Começarei pelos filmes – que estão mais frescos na memória e me parecem mais interessantes no momento.
Sabadão de Carnaval, dia de folia, de peladões em frente ao edifício onde trabalho... O que eu poderia fazer? Foliar e caminhar pelada não me parecem boas opções – sequer má opções! Fui ao cinema.
Estava em dúvida entre assistir a Precious e Up in the Air (recuso-me a chamar o filme pelo título usado no Brasil. Só conhecendo a personagem do Liniers que traduz títulos p’ra entender o que se passou com esse filme). Por uma questão de horário – Up... começava às 14h e Precious às 14h30, e por eu não estar com ânimo p’ra chorar, escolhi o primeiro.
Vocês sabem a estória? Bom, um homem na faixa dos 50 anos trabalha demitindo pessoas – ele faz parte de uma empresa que é contratada só para demitir funcionários de outras empresas!; passa mais de 250 dias por ano viajando e não tem ninguém. (Poxa, um cara perto dos 50 anos, que viaja muito e não quer compromisso com ninguém... Hmmm... Deve ter sido difícil para o George Clooney se preparar para interpretar esse papel. Não preciso dizer que ele convence). Para balancear com o cinquentão – e dar enredo ao filme – uma pirralha recém-graduada entra para a empresa e propõe que as demissões sejam feitas por vídeo-conferência, gerando uma economia absurda já que os funcionários não passariam mais passar dias e dias viajando. Para convencê-la (e o chefe) de que as viagens são necessárias, Clooney a leva como acompanhante numa série de demissões que faz.
O cinquentão versus a jovem; o experiente x a recém-graduada; o sozinho por opção x a menininha que já tem planejado quando se casará e terá filhos;... Percebem? Tudo comum e esperado, né? E é isso. O filme é óbvio, previsível e bobo. Não engrandece, mas também não ofende ninguém.
Vixi, vale a pena assistir, então? Bom, em pouquíssimas cenas aparece a sempre excelente Melaine Lynskey – como a irmã mais nova de Clooney que está prestes a se casar; e, talvez o melhor do filme, a trilha sonora é muito boa – será exigência do diretor (o mesmo de Juno)? Conta com nomes como Elliott Smith e Dan Auerbach. (Indie é o novo pop, certo?)
Vai dizer que não dá vontade de curtir algo depois de ouvir isto:

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